Contra

Contra é um projeto artístico e comunitário com as suas raízes em Cabeção.

A partir de três residências de co-criação com a comunidade cabeçanense nasce uma programação cultural onde unimos a música, performance, e artes plásticas ao património único deste lugar. Com um foco no envolvimento da comunidade local, concertos, exposições, oficinas e residências, transformam-se em espaços de encontro - pontes entre o contemporâneo e o tradicional, o urbano e o rural, o hoje e o amanhã. A partilha entre artistas e a população local é o ponto de partida para um novo olhar sobre a vila.

Contra é inspirado no arquivo fotográfico e cinematográfico do Centro Cultural Desportivo e Recreativo de Cabeção (CCDRC), iniciativa cultural e social disruptiva que nasceu em 1975, no pós 25 de Abril. Um grupo de jovens ocupou um teatro abandonado e organizou concertos, matinés, sessões de cinema e cursos de super 8 na vila. “Éramos contra-cultura, queríamos trazer influências urbanas e mudar mentalidades, ir para além do Folclore. E conseguimos!”.

Cinquenta anos depois, o Contra vem responder à escassez de oferta cultural e fazer renascer este Sonho de Abril - contra o esquecimento, a desertificação e a monotonia.

Cabeção, Mora
Janeiro 2025 - Novembro 2025

Mediação
Letícia Costelha
Miguel Tavares
Tânia Sofia Dinis
Tomás Longo

Design
Gonçalo Fialho

Financiamento
Comissão dos 50 anos do 25 de Abril
DGArtes – Direção-Geral das Artes

Parceiros
Câmara Municipal de Mora
Junta de Freguesia de Cabeção
Escola Básica de Cabeção
Lar da Purificação
Lar de Solidariedade aos Trabalhadores Idosos
Adega do Teso
Adega Cananó
Cooperativa de Consumo de Cabeção

Desenhos do Futuro

Março - Outubro 2025

Os artistas realizaram uma residência com os alunos do 1º ciclo da Escola Básica de Cabeção para a construção de uma obra coletiva. 

O projeto iniciou-se com vários exercícios exploratórios: desenhos de elementos da Natureza, do caminho de casa para a escola, gravações de entrevistas sobre a vila, entre outros.

No dia 25 de Abril, à luz de uma tradição do CCDRC, pintaram-se bandeiras da Liberdade no Largo do Ribeiro num momento que reuniu imagens do passado e sonhos do presente. Com o tempo foi-se construído um mapa coletivo de Cabeção, a partir do mapeamento interior de cada um. 

Para o culminar do projeto, a partir de maquetes feitas em oficinas com os alunos, os artistas desenharam uma casa-refúgio para acolher os desenhos e pinturas realizados. Nesta casa todos podem entrar, escutar e sonhar o futuro de Cabeção, e introduzir novos desenhos, refletindo assim o caráter participativo do projeto.

A apresentação final em Outubro incluiu também uma peça sonora construída a partir de entrevistas aos alunos em que cada um partilhou os seus sonhos para Cabeção.

Nós por Cá

Janeiro - Setembro 2025

O projeto da artista nasceu de encontros com Luís Canelas, fotógrafo local que retratou Cabeção nos anos 70 e 80. O objectivo central desta residência foi devolver este arquivo à comunidade de uma nova forma, cruzando a memória e a contemporaneidade.  

Realizaram-se convívios e oficinas onde vimos as imagens e identificámos as pessoas, lugares e momentos  e nos dois lares da vila cada um foi convidado a pintar sobre estas imagens.

Posteriormente essas memórias coloridas pela população foram expostas na rua, na zona mais antiga da Vila, a Fonte Velha. Foi um reencontro entre vizinhos, entre caras do presente e do passado - um momento emocionante para a população local.

Integrado na programação do fim-de-semana, a artista realizou também uma performance onde sobreposições fotográficas do arquivo, dialogaram com uma peça sonora que enunciou os nomes e histórias das imagens de Cabeção.

Entre-Águas

Julho 2025

Ao longo de duas semanas o músico realizou uma residência de co-criação com o Grupo de Cantares de Cabeção, o Lar da Nossa Senhora da Purificação e o Lar de Solidariedade Trabalhadores Idosos. Através de diferentes encontros informais e oficinas trabalhámos a memória de cada um, o espólio de canções e poemas locais. 

Partindo do cancioneiro de Cabeção, da poesia local e das memórias do 25 de Abril, a música regional e a música contemporânea uniram-se numa apresentação no tanque onde o vibrafone guiou uma nova criação. 

Entre-memórias, entre-poemas, entre-canções, apresentou-se um concerto / performance com e para Cabeção.

Nos últimos fins-de-semana de Julho, Setembro e Outubro realizaram-se dias de programação cultural em Cabeção: encontros íntimos entre artistas e a comunidade local.

Nos últimos fins-de-semana de Julho, Setembro e Outubro

realizaram-se dias de programação cultural em Cabeção:

encontros íntimos entre artistas e a comunidade local.

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